Ferramenta de Avaliação da Consciência Situacional
Gerenciamento da Segurança Operacional para os Operadores Aéreos Não Regulares
Luciano Freire Pereira Rocha · Especialização em Segurança de Voo, Universidade Anhembi
Morumbi, São Paulo, 2016 · Orientador: Prof. Tiago Giglio Rodrigues (Mestre/ITA)
Consciência Situacional
SGSO / SMS
FRAT
Táxi Aéreo
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Resumo
O Sistema de Gerenciamento de Risco da Segurança Operacional (SGSO) adota, entre outras
ferramentas, o formulário denominado Flight Risk Assessment Tool (FRAT) como uma ferramenta
proativa na avaliação de risco, com o objetivo de estabelecer estratégias de mitigação antes de
cada voo, na sua fase de planejamento. Este trabalho tem como objetivo compreender o método de
avaliação e a escolha dos fatores contribuintes na elaboração da Ferramenta de Avaliação de
Consciência Situacional (FACS), livre tradução do termo em inglês, nas operações de empresas de
Táxi Aéreo. Para este trabalho foram avaliados 68 voos, durante cinco meses; os dados coletados
e os resultados obtidos sugerem que esta ferramenta seja utilizada como parte do sistema de
gerenciamento de segurança operacional para identificar tendências e, principalmente, auxiliar
nas ações de mitigação.
Destaques da pesquisa
- Base empírica: 68 voos nacionais e internacionais, mais de 100 horas, entre
janeiro e maio de 2016 — um formulário FACS preenchido por voo, totalizando 400 citações de
fatores contribuintes tabuladas.
- Metodologia: atribuição de Valor de Risco (Vr) a cada fator contribuinte —
tripulação (experiência no tipo, experiência recente, conhecimento da operação), jornada e
escala, aeronave, ambiente operacional (pista, período, regras de voo, combustível
remanescente) — fundamentada nas estatísticas da indústria (CENIPA, ICAO Doc 9859).
- Resultado central: o grupo "Ambiente Operacional" concentrou o maior número de
ocorrências, seguido por "Aeronave" e "Jornada de Trabalho e Escala"; a fase de pré-voo não
registrou ocorrências.
- Aplicação prática: a tolerabilidade deve ser calibrada por cada operador — baixa
demais gera cancelamentos e intervenções desnecessárias; alta demais oculta condições
latentes de perigo.
- Recomendação: criação de um banco de dados universal alimentado pelos operadores
de Táxi Aéreo para identificar ocorrências comuns e análise de tendências.
A FACS deve ser preenchida por um membro da tripulação antes de cada voo e
analisada sempre que um Valor de Risco exigir mitigação — os registros alimentam a análise de
tendências e os relatórios consolidados de segurança operacional.